Nesse sábado, dia 13 de março de 2010, peguei o carro e fui determinado a realizar um sonho: saltar de paraquedas. Não me permitia mais desculpas. Chega. Decisão tomada, decisão acertada. O ambiente, o dia maravilhoso de sol , os profissionais envolvidos, a profusão de pontinhos colorindo os céus de Boituva na medida que eu me aproximava, tudo conspirava a favor.
O grupo não podia ser mais legal. Uns mais nervosos do que os outros mas a expecativa era uma só: saltar logo. Os motivos eram os mais variados: que isso tudo logo passasse (rsrs), outros que não viam a hora de sentir algo nunca antes vivido e experimentado, presentes de aniversário (eu heim!!), desafios pessoais e alguns malucos que sonhavam com isso (rsrs).
A despeito do receio inerente a todo ser que tem sangue correndo em suas veias e se vê numa situação de risco contra sua própria existência, a emoção que percorre seu corpo durante a queda simplismente torna todo o restante irrelevante, meros coadjuvantes do ato principal: a interação com a natureza, um contato tão belo quanto intenso e agressivo. Tudo sem limites, tudo imenso mas, estranhamente, pequeno. Não há medo, não há bravura, coragem, nada disso. Ninguém ou nada te cobra nenhuma postura. Não há protocolos a serem seguidos. O momento somente lhe pede um favor. Relaxe, solte-se, interaja, grite, cante, feche os olhos e sonhe. Isso mesmo, sonhe e acredite. Acredite que você pode voar. Em todos os sentidos, por toda sua vida.
PS: 1. Para aqueles mais maduros e experientes provarei, daqui em diante, que a vida pode sim recomeçar aos 40.
2. Postei o vídeo da maluquice no seguinte endereço por falta de espaço no blog: http://www.megaupload.com/?d=9IEACD20



